Varicela

sexta-feira, maio 05, 2017



A Varicela é umas das doenças mais comuns na infância e é muito contagiosa. 

Esta infeção é mais comum no final do Inverno e no início da Primavera e contrai-se através do contacto directo com a pele infectada ou com partículas de saliva libertadas na tosse ou nos espirros de um doente.

A facilidade de contágio é acentuada pelo facto de uma pessoa poder infetar outra ainda antes de os sintomas da varicela nela se manifestarem.

Quais as causas de varicela?

A varicela é causada pelo vírus Herpes varicella zoster, responsável também por outras doenças como o herpes ou a mononucleose.

O vírus pode ser transmitido pelas secreções respiratórias (tosse,espirro, fala)  ou pelo contacto com o líquido das lesões cutâneas, quando estas se rompem. Outro modo de transmissão é a via transplacentária que pode levar à infecção do feto.

Quais o sintomas?

Os sintomas mais típicos são a presença de pequenas bolhas cheias de líquido na pele, sobretudo no tronco, mas também podem surgir no rosto, couro cabeludo e nos genitais ou até espalhar-se por todo o corpo.

Estas bolhas acabam por se romper, deixando pequenas lesões na pele que vão secando, até que se forma uma crosta que também acaba por desaparecer, de um modo geral, sem deixar marcas.

Nalguns casos, a varicela manifesta-se de uma forma ligeira formando-se poucas bolhas mas noutros casos as bolhas podem aparecer às centenas. 

Embora as bolhas sejam o sinal mais visível da varicela, existem outros sintomas como febre, dores abdominais, falta de apetite, dores de cabeça e mal estar geral. Estes últimos costumam ser ligeiros.

O prurido (comichão) causado pelas bolhas é muito acentuado e pode causar lesões da pele e/ou infecção bacteriana. 

Embora cada pessoa tenha um único episódio de varicela, o vírus permanece latente nas células nervosas. Quando é reactivado em situações de stress, exposição sol, uso medicamentos emerge sob a forma de uma nova doença chamada zona. 

Como se trata a Varicela?

O tratamento da varicela passa essencialmente pelo controlo e alivio dos sintomas.

O prurido (comichão) pode ser aliviado mediante o recurso a banhos de água morna e/ou utilização de loções à base de calamina sobre as áreas afectadas.

A febre e as dores podem ser controladas com recurso a analgésicos. Não se recomenda o uso de anti-inflamatórios dado o risco de ocorrência de Síndrome de Reye.

Se necessário poderão ser utilizados medicamentos anti-histamínicos para controlar o prurido e nos casos mais graves antivirais. 

O repouso é igualmente muito importante.

Como prevenir a varicela?

como se trata de uma doença contagiosa é essencial o isolamento da criança infectada com a varicela até que as bolhas sequem por completo.

A vacina, embora não garanta 100% de proteção permite que mesmo que ocorra varicela, ela seja muito mais ligeira. Esta vacina não faz parte do Plano Nacional de Vacinação.

Qualquer dúvida contacte-nos!

Cláudia Santos





Intolerância Alimentar



Intolerância Alimentar

Um quarto da população portuguesa apresenta intolêrancias alimentares, mas nem sempre consegue identificar o alimento em questão. Novos meios de diagnóstico ajudam a garantir uma melhor qualidade de vida. Saiba como!

A prevalência da intolerância alimentar a nível mundial é cerca de 20 a 35%, embora possa variar de país para país. Esta hipersensibilidade é provocada pela inexistência da enzima necessária para digerir determinado alimento, o que causa perturbações gastrointestinais, gases, náuseas ou diarreias. Uma vez que as manifestações clínicas são variadas e apresentam-se sem gravidade, o diagnóstico torna-se difícil e demorado.

1. Diferença entre Intolerância e Alergia Alimentar

As alergias alimentares são reacções alimentares adversas mediadas pelo sistema imunitário, por diversos anticorpos. Estas alergias ocorrem quando há exposição a um determinado alimento, mas deixam de manifestar-se assim que este é evitado ou mesmo retirado.

Por outro lado, as intolerâncias alimentares são reacções adversas aos alimentos que não envolvem o sistema imunitário e podem resultar, por exemplo, de défice de enzimas, como   o caso da intolerância à lactose causada pelo défice da enzima lactase.

2. Identificar os sintomas da intolerância alimentar 

Uma intolerância alimentar pode manifestar-se através de:

-Perturbações gastrointestinais, como, dores ou cólicas abdominais, flatulência, obstipação, diarreia, cólon irritável, aftas, acidez.

-Processos dermatológicos, como, Acne, eczema, psoríase, urticária e prurido.

-Transtornos psicológicos, como, ansiedade e hiperactividade.

-Perturbações respiratórias, como, asma, rinite e insuficiência respiratória.

São ainda conhecidos outros sintomas, como a retenção de líquidos e obesidade.

3. Os alergénios alimentares mais comuns são:

- Leite de Vaca,
- Ovos,
- Amendoins e frutos de casca rija,
- Soja,
- Peixe e Marisco.

4. As intolerâncias alimentares surgem na infância ou na idade adulta? 


As alergias alimentares são mais frequentes em crianças. Pensa-se que pelo menos 5 em cada 100 crianças sofram de alergia alimentar, e que nos adultos a prevalência seja mais baixa. Contudo, a intolerância alimentar a produtos como leite, desenvolve-se com a idade, sendo no entanto raro para outros alimentos, como o caso do amendoim.


5. O caso da lactose

Grande parte da população mundial apresenta má absorção de lactose, um açúcar naturalmente presente no leite. No entanto, a maioria é assintomática, sendo por isso difícil precisar a prevalência. É mais frequente na idade adulta, estima-se que 70% da população tenha uma capacidade reduzida de digerir a lactose após a infância. A sintomatologia inclui essencialmente dor ou desconforto abdominal, flatulência e diarreia. Estes sintomas surgem após 30 minutos a 2 horas após a ingestão de produtos que contenham lactose, desaparecendo, dependendo dos casos de intolerância, 3 a 6 horas mais tarde.

6. Tenho de deixar de consumir os alimentos aos quais sou intolerante?

Há diversos graus de intolerância. Assim, pode ter que optar por fazer pausas no seu consumo, que podem ir de uma semana a três meses ou mesmo a vida toda. No entanto existem, no caso da intolerância à lactose, suplementos alimentares que ajudam a digerir a lactose prevenindo o surgimento das perturbações produzidas após a ingestão de lacticínios.




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Mia Araújo